Fratura por Stress

A fratura por stress é uma lesão por “overuse” ( sobrecarga ). Ela ocorre quando certa musculatura se torna fadigada e assim, esta fica incapacitada de absorver choques adicionais. Eventualmente, a musculatura fadigada transfere a sobrecarga de força ao osso, gerando com isso micro fraturas, o que acarretará a fratura por stress.

Geralmente as fraturas por stress resultam de um aumento do volume ou da intensidade da atividade física de forma muito rápida.

Podem ser causadas também pela mudança da superfície de impacto (seja pelo tipo de solo, ou pela mudança do calçado). Dentre essas causas se encaixam: a troca dos tipos de tênis com amortecimento para os minimalistas sem o aumento gradativo das distâncias e sem a mudança da biomecânica da marcha ou até mesmo a troca da corrida na pista ( asfalto ) para a corrida em areia.

O uso de equipamentos inadequados também se relaciona a fratura por stress , ou seja, utilizar um tipo de tênis inadequado para tal prática esportiva, ou o uso de tênis muito velho e gasto.

Realizar o treinamento físico sem as pausas para o descanso muscular, também pode ser uma causa para a fratura.

Os locais mais frequentes de ocorrerem as fraturas por stress são os membros inferiores : tíbia, ossos do pé, colo femural.

Estudos têm mostrado que atletas praticantes de corrida, atletismo, tenistas, ginastas e jogadores de basquete estão mais suscetíveis a esse tipo de lesão. Se não houver um pequeno repouso entre os exercícios, treinamentos e competições, o risco de se desenvolver uma fratura por stress aumenta consideravelmente nessas atividades.

A fratura por stress pode afetar as pessoas em qualquer faixa etária que participam de atividade esportiva sem o devido repouso ( recuperação ). Alguns estudos apontam que o sexo feminino está mais predisposto a desenvolver essa lesão que o sexo masculino.

O sintoma inicial mais comum é a DOR em determinados pontos específicos, que diminuem com o repouso da atividade.

O mais importante para se chegar ao diagnóstico é o exame clínico e a história dos hábitos esportivos do paciente.

A avaliação dos fatores de risco para a fratura por stress é a peça fundamental para o diagnóstico precoce desta lesão.

As radiografias são solicitadas para observar se existe a fratura por stress, mas em algumas situações, como na fase inicial do processo, talvez não se consiga visualizar a lesão, necessitando assim ser realizado a Tomografia Computadorizada ou até mesmo uma Ressonância Magnética.

A base para o tratamento da fratura por stress é o REPOUSO.

A pessoa necessita parar com suas atividades físicas por um período de 06 a 08 semanas, nesse período a maioria das fraturas por stress se consolidam.
Mas em alguns casos o processo de consolidação pode necessitar de um período maior e assim, caso não haja o repouso necessário não ocorrerá a consolidação dessa fratura.

Junto com o repouso é necessário a imobilização para auxiliar o processo de consolidação e melhora da dor.

O que fazer para prevenir?

  • Quando for iniciar em uma atividade esportiva, procure aumentar a carga de treinamento GRADATIVAMENTE;
  • Procurar alternar mais um tipo de atividade física com o mesmo objetivo. Exemplo: alternar os treinos de corrida com treinos de natação, ou bicicleta ou musculação, treinos de corrida com alongamento ou outra atividade;
  • Manter uma dieta saudável. Adicionar tanto o cálcio quanto a vitamina D durante as refeições;
  • Utilizar os equipamentos adequados para o esporte;
  • Ocorrendo dor ou a formação de edema durante a atividade física, parar imediatamente e realizar repouso, se a dor persistir procure um ortopedista.

Lembrar sempre que, quanto mais rápido for reconhecido os sintomas, mais rapidamente poderá ser instituído um plano terapêutico e mais rápido será o retorno as atividades físicas.

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